quinta-feira, 14 de junho de 2012

Quarto dia da Novena de São Luiz Gonzaga - de 12 a 20 de junho -


Generosidade de São Luiz

Considera que, da profundíssima humildade de São Luiz, resultou o desprezo de si mesmo e a generosa resolução de deixar o mundo e todas as suas pompas. Nenhum dos bens da terra, nenhuma das grandezas mundanas, julgava ele digna da sua estima; compadecia-se dos ricos, que por bens tão falsos e caducos, perdem o tempo, em vez de empregá-lo nos bens eternos. Sendo príncipe secular, longe de o fascinar o esplendor da pompa, folgava de aparecer na corte com as vestes mais velhas e desprezíveis. Nos públicos espetáculos, a que devia assistir, em razão da sua nobilíssima condição, em idade florente, e à vista de objetos capazes de atrair um coração que não fosse tão desprezador do mundo como Luiz, portava-se tão superior a todos os encantos mais brilhantes, que nem os julgava dignos de empregar neles os olhos, e não sabia deitar a vista às coisas da terra, quem só no Céu tinha unicamente o pensamento. Com que prazer e alvoroço, embora príncipe e primogênito de sua casa, renunciou o principado em seu irmão menor, só a fim de dizer para sempre adeus ao mundo, e a todas as suas esperanças! Com que júbilo da alma se apressou a ocultar-se nas sombras da clausura, exclamando ao entrar no cubículo: “Eis aqui o lugar do meu descanso; aqui habitarei, porque de muito bom grado elegi”. Oh! E quão diferente é o nosso coração! Engolfado nos bens caducos e transitórios desse mundo, desprezamos os bens eternos, e apegamo-nos a uma vida, que passa como sonho.

Colóquio

Amabilíssimo jovem, e insigne advogado meu, São Luiz Gonzaga, quanto deveis sentir o ver em meu coração tão profundas raízes do amor do século, e tão pouca ou nenhuma diligência em arrancá-las, a fim de imitar-vos nesta singularíssima virtude! Vós, sendo jovem e tão rico dos bens do mundo, tudo renunciastes generoso, trocando a opulência e o fausto da vossa casa e família pela pobreza de uma roupeta, e os públicos espetáculos pelo retiro da clausura; e eu vil bichinho da terra, tanto me tenho entranhado no amor do mundo, aspirando sempre ás honras e distinções, quando para vos imitar, devia desprezar uns bens de tão momentânea, para empregar-me em conseguir outros de uma eterna duração. Que acho eu no mundo que possa em verdade satisfazer este meu pobre coração, que não encontre no meu Deus, com ventura infinita e glória perdurável! Mas sou tão miserável que nem me confundo, nem envergonho, à vista de tão heróicos exemplos, que me dais. Rogo-vos, pois ó meu especialíssimo Protetor, me acanceis daquele Senhor, que tão carinhosamente me convida para amá-lo, a graça de que tanto necessito, e que empregando o meu coração unicamente nos bens eternos, despreze para sempre os transitórios e de tal modo se dirijam os meus passos nesta vida mortal, que no dia último das recompensas consiga a feliz sorte de subir a gozar da vida eterna. Amém

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