segunda-feira, 18 de junho de 2012

Oitavo dia da Novena de São Luiz Gonzaga - de 12 a 20 de junho -


Amor de São Luiz para com o próximo

Considera que sendo a caridade um puro efeito da divina chama em que se abrasam as almas compassivas e generosas, por certo que no coração deste angélico jovem devia sempre reluzir e aumentar. Nunca Luiz omitiu de empregar meio algum de socorrer o próximo, acudindo-lhe por todos os modos, que estivessem ao seu alcance, em todas as necessidades, particularmente espirituais. Sendo príncipe, e ainda secular, ensinava a doutrina cristã às pessoas mais rudes, emendava-lhes os costumes e reconciliava a todos nos seus pleitos e discórdias. Depois de entrar na Companhia de Jesus, saia muitas vezes pela cidade de Roma, para instruir os pobres mendigos, levando-os consigo a confessar-se. Inexplicável era o zelo santo em que se abrasava, pela salvação das almas. Em uma das práticas que fez na cidade de Sena, foi tão copioso o fruto do seu zelo, que muitos jovens, movidos pela eficácia do seu discurso, deixaram o mundo e abraçaram o estado religioso.
Mas como verdadeiro amor nunca diz “basta”, assim a caridade de São Luiz não tinha limites, antes crescendo de dia para dia, chegou ao ponto mais heróico e sublime. No contágio universal, que grassou em Roma, obteve dos Superiores licença de assistir e servir aos feridos de peste; e com tanto esmero e zelo o fez, que os companheiros, observando o fervor de Luiz em acudir aos enfermos, em escolher os que podiam excitar mais o nojo e em servi-los nas misteres mais humildes, não só ficavam admirados, senão sumamente se envergonhavam e corriam da própria delicadeza e cautela, com que procuravam subtrair-se ao mal.
Este assíduo e laborioso exercício de caridade ocasionou-lhe o mesmo mal contagioso, que lentamente o foi consumindo até tirar-lhe a vida. Morte verdadeiramente preciosa, que com tanto prazer e consolação lhe fez exclamar naquela hora: “A minha alma exulta em gozo e alegria, porque o meu Deus derramou sobre mim as efusões da sua graça, e cedo irei gozar da sua posse.” Poderemos nós repetir o mesmo naquela hora? Não por certo. Comparemos, pois a nossa caridade com a do Santo, e trabalhemos por imitá-lo nesta singularíssima virtude; porque assim poderemos enriquecer-nos com os bens do Céu, e adquirir muitos dos infinitos merecimentos de Jesus Cristo.

Colóquio

Meu amantíssimo advogado, se é certo que a caridade, que os Santos têem na terra, cresce muito mais ainda no Céu, bem posso confiar que do Céu vos digneis de abrasar-me com a vossa caridade, reconhecendo-me por vosso servo, assim como durante a vossa vida mortal metíeis a todos no coração. Recorro, pois a vós, meu amorosíssimo Santo, cheio de confiança, para que me deis uma faísca do vosso amor para com o próximo como devo. Reformai o meu amor desordenado, e acendei em mim a chama do amor santo, que tanto ardeu no vosso; santificai a minha vida, de modo que possa ditosamente passar o tremendo instante de que há de depender a minha eternidade feliz ou desgraçada. Amém.

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