sábado, 30 de junho de 2012

Tirinha da Maria- Por enquanto seis

Por Maria Bastos


É agradável saber, que mesmo nos dias de hoje, temos casais tão generosos que não têm medo de dar filhos pra Deus.
Por outro lado, é lamentável ver quantos casais sonham em ter filhos e não podem, enquanto tantos outros, mesmo jovens e saudáveis, se limitam a ter apenas um ou dois filhos, no máximo três. Muitos alegam que são pobres e não podem sustentar tantos filhos. Sendo assim, não acreditam na Providência Divina, mas apenas em suas próprias fraquezas.
Todos os personagens dessa tirinha existem com exceção da moça reclamona que não quer mais de três filhos.
Essa tirinha é uma homenagem ao casal Tania Cristina e Jony Ogawa que formaram um belo jardim de seis lindas flores!
Deus os abençoe e abençoe a todos os casais generosos!
Que Nossa Senhora conceda filhos aos que tanto esperam.
Salve Maria!








Em Jesus e Maria,
Débora Cristina
 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Oração pelo futuro marido (2)


Salve Maria!

No dia 25 de maio eu soube da Novena do Rosário de 54 dias no blog The catholic young woman e a indiquei aqui no blog, mas na ocasião eu não falei sobre a origem dessa novena, até por que eu também não sabia, apenas tinha achado interessante a idéia e resolvi dividir com os queridos leitores.



Novena do Rosário de 54 dias

A "Novena do Rosário de 54 dias" é uma ininterrupta série de Rosários em honra de Nossa Senhora, revelada à doente incurável Fortuna Agrelli, por Nossa Senhora de Pompéia, em Nápoles, Itália, no ano de 1884. Por 13 meses Fortuna Agrelli sofria de terríveis dores e nem mesmo os médicos mais célebres conseguiam curá-la. Em 16 de Fevereiro de 1884, a menina e seus pais começaram uma novena do Rosário. A Rainha do Santo Rosário a premiou com uma aparição a 3 de Março. Maria sentava-se sobre um alto trono, contornado por numerosas figuras; trazia o Seu Divino Filho sobre o colo e na mão um Rosário. Nossa Senhora e o Menino Jesus estavam acompanhados por São Domingos e Santa Catarina de Sena. O trono estava decorado com flores, a beleza de Nossa Senhora era maravilhosa. A Santa Virgem disse:

"Filha, você me invocou com vários títulos e sempre obteve favores de mim. Agora, posto que me invocou com o título que muito me agrada, 'Rainha do Santo Rosário', não posso mais recusar o favor que você me pede; porque este nome é o mais precioso e querido por mim. Faça três novenas e você obterá tudo".

Mais uma vez Nossa Senhora lhe apareceu e disse:

"Qualquer um que deseja obter favores de mim deveria fazer três novenas da oração do Rosário e três novenas em agradecimento".

A novena consiste em um Rosário todos os dias, durante 27 dias em súplica e em seguida um Rosário todos os dias durante 27 dias em agradecimento, mesmo que não tenha respostas visíveis.
Não tem uma data fixa para iniciar a novena, aqui no blog eu sugeri a mesma data que sugeriram no blog The Catholic young woman, mas você pode começar em qualquer outra data =D

Espero que tenha respondido a sua pergunta, Maria Eliane =)

Em Jesus e Maria,
Débora Cristina

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Oração pelo futuro marido

54 dias de Rosário novena



Salve Maria!

No dia 26 de maio iniciamos a novena de 54 dias pelos nossos futuros maridos, pois bem, hoje é o último dia dos rosários em súplica, amanhã começa os 27 dias dos Rosários em ação de graças, mesmo que não tenhamos respostas visíveis,  =)

Em Jesus e Maria,
Débora Maria Cristina!

Orações de São Luiz Gonzaga


Todas as orações a São Luiz Gonzaga foram retiradas do livro de São Luiz Gonzaga que pode ser baixado no blog Alexandria católica.

Neste dia que comemoramos o santo Padroeiro do blog, recomendo a leitura do texto escrito por minha amiga Nívea do aalegriadaminhajuventude, clique aqui e boa leitura  =)

São Luiz Gonzaga, rogai por nós!


Em Jesus e Maria,
Débora Cristina

Carta de São Luiz Gonzaga à sua mãe


"Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor Ilustríssima senhora, peço que recebas a graça do Espírito Santo e a sua perpétua consolação. Quando recebi a tua carta, ainda me encontrava nesta região dos mortos. Mas agora, espero ir em breve louvar a Deus para sempre na terra dos vivos. Pensava mesmo que a esta hora já teria dado esse passo. Se é caridade, como diz São Paulo, chorar com os que choram e alegrar-se com os que se alegram (cf. Rm 12,15), é preciso, mãe ilustríssima, que te alegres profundamente porque, por teus méritos, Deus me chama à verdadeira felicidade e me dá a certeza de jamais me afastar do seu temor. 

Na verdade, ilustríssima senhora, confesso-te que me perco e arrebato quando considero, na sua profundeza, a bondade divina. Ela é semelhante a um mar sem fundo nem limites, que me chama ao descanso eterno por um tão breve e pequeno trabalho; que me convida e chama ao céu para aí me dar àquele bem supremo que tão negligentemente procurei, e me promete o fruto daquelas lágrimas que tão parcamente derramei. Por conseguinte, ilustríssima senhora, considera bem e toma cuidado em não ofender a infinita bondade de Deus. Isto aconteceria se chorasses como morto aquele que vai viver perante a face de Deus e que, com sua intercessão, poderá auxiliar-te incomparavelmente mais do que nesta vida. 

Esta separação não será longa; no Céu nos tornar-nos-emos a ver. Lá, unidos ao Autor da nossa salvação, estaremos repletos das alegrias imortais, louvando-O com todas as forças da nossa alma e cantando eternamente as Suas misericórdias. Se Deus toma de nós aquilo que tinha emprestado, assim procede com a única intenção de colocá-lo num lugar mais seguro e fora de perigo, e de nos dar aqueles bens que desejamos dele receber. Disse tudo isto, ilustríssima senhora, para ceder ao desejo que tenho de que tu e toda a minha família considereis a minha partida como um feliz benefício. Que a tua bênção materna me acompanhe na travessia deste mar, até alcançar a margem onde estão todas as minhas esperanças. Escrevo isto com alegria para dar-te a conhecer que nada me é bastante para manifestar com mais evidência o amor e a reverência que te devo, como um filho à sua mãe."

Original aqui

Agradeço ao Tiago Martins do blog Mater Dei por ter me enviado o link.

Em Jesus e Maria, 
Débora Maria Cristina 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Orações a São Luiz Gonzaga


Devocionário

I. Oração

Ó São Luiz, adornado de angélicos costumes, eu indigníssimo devoto vosso, vos recomendo singularmente a castidade da minha alma e do meu corpo. Rogo-vos, por vossa angélica pureza, que intercedais por mim ante o Cordeiro Imaculado, Jesus Cristo, e sua Santíssima Mãe, a Virgem das Virgens, e me preserveis de todo o pecado mortal. Não permitais que eu seja manchado com nódoa alguma de impureza; mas, quando me virdes em tentação ou perigo de pecar, afastai de meu coração todos os pensamentos e afetos imundos, e despertando em mim a lembrança da eternidade, e de Jesus crucificado, imprimi profundamente no meu coração o sentimento do santo temor de Deus; e inflamai-me no amor divino, para que imitando-vos cá na terra, mereça gozar de Deus convosco no Céu, Amém. Pai Nosso, Ave Maria.
100 dias de indulgência, uma vez ao dia.
Pio VII, 6 de março de 1806. Vid. Beringer – Steinen, t. I, 1921, n. 512, p. 245 -246.

II. Súplicas

1.      Suplico-vos, ó illibadissimo São Luiz, pela vossa admirável pureza, que me deis desejo de vos imitar nesta angélica virtude, vencendo todas as ocasiões de manchá-la, de modo que a conserve inviolada até me unir convosco na celeste bem-aventurança, prometida aos inocentes e limpos de coração. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.
2.      Suplico-vos, ó amabilíssimo São Luiz, pela vossa austera penitência, e pela guarda dos vossos sentidos, que me obtenhais um ódio santo contra mim mesmo e contra o meu corpo, para que, mortificando os meus sentidos, os faça servir de instrumento para honrar e nunca para ultrajar a divina Majestade. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.
3.      Suplico-vos, ó gloriosíssimo São Luiz, pela vitória que alcançastes de vossas paixões, que me alcanceis coragem para domar as minhas, e especialmente a que em mim predomina, de modo que, mortificada e vencida esta, mereça convosco ter coroa de glória imortal. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.
4.      Suplico-vos, religiosíssimo São Luiz, pela vossa obediência tão exata às regras do vosso instituto, e às ordens dos vossos superiores, que me impetreis a graça de observar a lei de Deus e as obrigações do meu estado, para que, fazendo a vontade de Deus na terra, mereça fazê-la eternamente em vossa companhia no Céu. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.
5.      Suplico-vos, ó humilíssimo São Luiz, pelo aborrecimento que tivestes às vaidades do mundo, pondo debaixo dos pés todos os respeitos humanos, me alcanceis o desapego dos bens da terra e o desprezo das máximas do mundo, para que possa caminhar com fervor e perseverança pela senda da divina vontade, e gozar da perfeita liberdade dos filhos de Deus. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.
6.      Suplico-vos, por último, querido São Luiz, coroeis todas as vossas graças com a maior que vos peço, e é que me impetreis do Senhor um ato perfeito de amor de Deus, particularmente no último ponto da minha vida, para que assegure a graça da perseverança final, e antecipe na terra o que desejo e espero fazer bem-aventuradamente no Céu, isto é, amar o meu Deus com toda a perfeição por toda a eternidade. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.
V. Rogai por nós, São Luiz
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos

Ó Deus, distribuidor dos dons celestiais, que no angélico jovem Luiz reunistes admirável inocência de vida com igual penitência, pelos seus merecimentos e orações, concedei-nos, que, pois na inocência o não seguimos, o imitemos na penitência. Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

Consagração a São Luiz Gonzaga


III. CONSAGRAÇÃO A SÃO LUIZ, PROTETOR DA JUVENTUDE

Ó glorioso São Luiz, adornado pela Igreja com o belo título de jovem angélico, pela vida puríssima, que no mundo vivestes, a vós recorro neste dia com o mais ardente afeto d’alma e coração, e a vós inteiramente me consagro.
Ó perfeito modelo, ó benigno e poderoso Protetor, quanto preciso do vosso auxílio! Preparam-me insídias o mundo e o demônio, sinto a veemência das paixões, conheço a fraqueza e a inconstância da minha idade. Quem poderá defender-me, senão vós, ó angélico santo, glória, honra e amparo dos jovens? A vós, pois, recorro com toda minha alma, a vós com todo o meu coração me entrego e consagro.
Intento, assim, prometo e quero ser vosso especial devoto, e glorificar-vos por vossas sublimes virtudes, e sobretudo pela vossa angélica pureza; imitar os vossos exemplos, e promover a vossa devoção entre os meus companheiros; invocar e bendizer o vosso santo e amável nome até o último suspiro da minha vida.
Sim: consagro-vos toda a minha alma, todos os meus sentidos, todo o meu coração e todo o meu ser.
Eis-me, pois, todo vosso, ó meu amável São Luiz, e vosso quero ser para sempre. Ah! Guardai-me, defendei-me e conservai-me como coisa vossa, afim de que, servindo-vos e honrando-vos, possa melhor servir e honrar a Jesus e a Maria, e por último ver e louvar a Deus convosco no paraíso por séculos sem fim. Amém.

200 dias de indulgência uma vez no dia, e plenária na festa do Santo ou num dos sete dias seguintes, para quem recitar este ato todos os dias do mês de junho, às condições de costume. – Leão XIII, 12 de junho de 1894, Ata S.Sedis, t. 26, 751. Beringer – Steinen, t.I, n. 513. p.246.

Dia da festa de São Luiz Gonzaga


Dia da festa

Amor de São Luiz para com Deus

Considera que São Luiz justamente mereceu o título de Serafim abrasado no amor de Deus. Estava Luiz tão penetrado desta viva e suave chama, que bastava ouvir falar de qualquer dos divinos atributos, para se conhecer no incêncio do seu rosto o ardente fogo de amor que interiormente o devorava, chegando a faltar-lhe a voz, e até a mesma respiração pela extraordinária força com que no peito lhe pulsava o coração. Daqui nascia vivíssima ternura e compaixão, pranto e amargura todas as vezes que a seus olhos se representava a imagem de Jesus Crucificado, ou meditava nas dores e agonias de sua Santíssima Paixão; ardia em tanto desejo de padecer por seu amor, que nos lances mais dolorosos, se lhe via reluzir uma estranha paz e alegria, por considerar que Deus o fazia participante dos tormentos do seu amado Jesus. Mas que diremos do abrasado amor de São Luiz para com o mesmo Senhor Sacramentado!
Este adorável sacramento foi sempre onde Luiz teve fixos os seus amores; onde a sua alma se derretia em terníssimos afetos e amorosos incêndios. Três dias antes de receber o Soberano Pão dos Anjos gastava em dispor-se, e preparar digno acolhimento a tão divino hóspede; e três dias depois empregava em dar-lhe graças. Na hora de comungar, eram seus olhos duas fontes de copioso pranto, e tais delíquios padecia, que muitas vezes chegava a cair por terra desfalecido, podendo bem dizer com a esposa santa que sentia morrer-se à força do amor.
Oh! Que confusão para nós, que tão pouco amamos a um Deus tão digno de ser por nós amado! Que conceito formamos do preço e do valor de tão divina Majestade, que ainda não chegou a merecer o nosso afeto! Se a ponderação de seus divinos atributos, se a memória dos excessos e finezas do nosso Deus para conosco, se finalmente uma só comunhão recebida com as devidas disposições seria bastante para inflamar-nos no amor de Deus, donde nasce que recolhendo tantas vezes este divino fogo em nosso peito, ainda nos achamos tão tíbios e frios no seu amor!

Colóquio

Oh! Quanto invejo, meu singularíssimo Protetor, esse vosso amante e abrasado coração, que nunca soube viver senão do amor para com Deus! A quem, senão a vós, que sois Serafim de caridade, devo entregar este meu frio coração, para que lhe comuniqueis uma pequena chama desse fogo, que tanto vos sublimou, e lhe ensineis a amar um Bem infinito! Reconheço, meu santo Padroeiro, que com a minha tibieza e frialdade, sou ingrato ao meu Deus, que por tantos e tão repetidos benefícios me convida e me desperta a amá-lo. Estou confundido na vossa presença, vendo que nada tenho feito para me abrasar em tão amoroso incêndio, antes deixei ir o meu coração após o mundo e seus prazeres, e me tornei cada vez mais insensível para com Deus. Quanto me pesa de vos não ter imitado, amando com todo o meu coração e com toda a minha alma o meu Senhor, que só é digno de ser amado sobre todas as coisas. Acendei, ó meu glorioso Santo, na minha alma esta suave chama, e fazei que eu possa dizer com verdade que o meu coração já não é meu, mas antes, como holocausto vivo, se abrase e se consuma no mais intenso ardor da caridade, para a glória vossa e sempiterno louvor do meu Senhor Jesus Sacramentado. Amém.

A festa de São Luiz

Para excitar cada vez mais os fiéis, e em particular à juventude, a honrar o angélico São Luiz, Bento XIII, Clemente XII e Bento XIV, com decretos da Sagrada Congregação das Indulgências, de 22 de novembro de 1729, 21 de novembro de 1737 e 12 de abril de 1742, concederam indulgência plenária, no dia da festa do Santo, a todos os fiéis que se confessarem, comungarem, visitarem o altar, onde se celebra esta festa, e rezarem pelas intenções do Summo Pontífice.
A festa pode também celebrar-se, com autorização do Exmo. Sr. Bispo, em outro dia qualquer do ano e em toda parte.
Segundo um decreto mais recente da Sagrada Congregação dos Ritos, de 27 de junho de 1897 (n. 3. 918), pode-se nesse dia determinado pelo Exmo. Sr. Bispo, rezar a Missa própria do Santo; fazem exceção: quanto à Missa cantada – os dias em que ocorre uma festa dupla de primeira classe, ou Domingo privilegiado: esses mesmos dias, e outrossim, as festas duplas de segunda classe, os Domingos, férias, vigílias ou oitavas privilegiadas. Não se pode omitir a Missa conventual ou paroquial correspondente ao ofício do dia, quando esta Missa é de obrigação.
Cf. Beringer – Steinen, Die Ablaesse, I, 1921, n. 789, p.373 – 374.

Os seis Domingos de São Luiz

Esta piedosa prática, em honra dos seis anos de vida religiosa de São Luiz, foi introduzida pelo P. Faccanoni, S.J., que publicou, primeiro em 1736, depois em 1740, um livrinho sobre esta devoção, dedicado à juventude de Mantua. Pela edição de 1736, vê-se que, a princípio, se escolhia a Quinta-feira, por ter falecido São Luiz numa Quinta-feira, em 1591; mas a edição de 1740 já traz o título: os seis Domingos, etc. Das cartas anuais da Companhia de Jesus, província de Veneza, 1740-1758, vê-se que os seis Domingos do Santo se celebravam também em outras Igrejas, com grande solenidade e devoção.
Nunca se inculcará bastante esta prática especialmente à juventude, que da Santa Sé recebeu São Luiz como Protetor particular. Conservação da inocência, luzes do Céu sobre a vocação, amor à Virgem Santíssima, progressos nos estudos: tais são os frutos principais de um culto profundamente simpático à nossa juventude.
Indulgência plenária, cada um dos seis Domingos que precedem imediatamente a festa do Santo (21 de junho), ou em seis outros Domingos consecutivos do ano, livremente escolhidos pelos fiéis. – Condições: confissão, comunhão, fazer em honra do Santo algumas piedosas considerações, orações vocais, ou outras obras de piedade cristã. – Clemente XVII, 11 de dezembro de 1739 e 7 de janeiro de 1740.
A comunhão pode fazer no Sábado precedente, segundo formalmente declara o decreto da Sagrada Congregação das Indulgências de 6 de outubro de 1970, mas as outras prescrições devem preencher-se no próprio Domingo.
Cf. Beringer – Steinen, op. Cit., t. I, 1921, n. 790, p. 374.
Como considerações, poderão servir as que acima demos para a Novena.

terça-feira, 19 de junho de 2012

José e o príncipe

 Por Maria Bastos
É interessante como que a moça inspirada nos contos de fadas espera pelo seu príncipe encantado, enquanto que a moça inspirada pelos Evangelhos espera pelo seu José. 

Vocês devem conhecer essa expressão, ou pelo menos já ouviram antes, uma moça católica dizer que espera pelo o seu “José”. Esse José é um homem virtuoso ao exemplo do Glorioso São José, esposo de Maria Santíssima, escolhido para ser pai adotivo do Filho de Deus. A moça cristã espera por esse homem justo, honesto, casto e trabalhador.

Vejamos agora algumas comparações:
O príncipe carrega consigo uma espada afiada para enfrentar os terríveis dragões e assim chegar heroicamente à sua princesa. Já o José carrega consigo um ramo
espiritual de lírios brancos, que representa a sua pureza e castidade, é a sua arma contra o pecado, o mais terrível dos dragões. A arma do José é a virtude.

O príncipe encantado tem um fiel companheiro que o leva nas suas jornadas, é o seu cavalo, que na maioria dos contos é de cor branca. O José também tem o seu fiel companheiro, é o seu Anjo da Guarda, este também branco, mas da pureza divina.

A mocinha que sonha com seu príncipe deve ser como uma princesa que espera por ele, que aguarda pacientemente por sua chegada; a moça que espera seu José deve ser como Maria: santa, pura, silenciosa e virtuosa.

Se num conto de fadas a princesa jogou seus cabelos para que o príncipe subisse até ela, a donzela cristã - como filha de Maria que é - deve jogar o seu Rosário para que a oração seja o elo de união entre os dois.

Salve Maria Santíssima!


Nono dia da Novena de São Luiz Gonzaga - de 12 a 20 de junho -


Devoção de São Luiz para com a Santíssima Virgem

Considera qual seria a devoção de São Luiz para com a Virgem Santíssima, ao reconhecer a especialíssima predileção com que esta Senhora o favorecera desde o primeiro instante da sua vida. Se tão intenso e abrasado foi o amor do nosso Santo para com o Filho Unigênito de Deus, como poderia deixar de ter extremoso amor à sua Mãe Santíssima? Logo na meninice, achando-se em Florença, consagrou-lhe com perpétuo voto o cândido lírio da sua virginal pureza. Eram tão enternecidos os colóquios que tinha com a Senhora, e tais os afetos de seu coração, que em quantos o ouviam infundia respeito e piedade. Em todas as ocasiões a venerava com profundíssima reverência e jejuava em honra sua todos os Sábados, as mais das vezes a pão e água.
Todos os dias recitava de joelhos o seu ofício, e subindo pelas escadas do palácio, em cada degrau a saudava com uma Ave Maria. Não podia ouvir falar da Mãe de Deus, ou meditar em suas excelências, sem que o coração se lhe enchesse de alegria; como a advogada e prudentíssima conselheira, consultava-a em todas as suas dúvidas, obséquio que a mesma Senhora remunerou, dignando-se de manifestar ao nosso Santo, em voz clara e inteligível, ser vontade sua que ele entrasse na Companhia de Jesus.
“Sejamos devotos de uma tão terna e carinhosa Mãe, dizia Luiz repetidas vezes e com espírito inflamado: porque a sua intercessão é muito poderosa, e de suma utilidade para as almas.” Estes eram os sentimentos de São Luiz, estes os transportes de amor e devoção, com que a sua alma inocente procurava ser grata a bem-feitora tão insigne. Não ignorava que Maria é refúgio dos perseguidos; muito bem sabia que Maria é saúde dos enfermos, esperança e conforto dos pecadores. Mas, quão longe estamos nós de imitar este amor e piedade de São Luiz! Que estéril não é a nossa devoção, se olharmos para a nossa tibieza e frouxidão! Queremos que Maria nos proteja, e seja a nossa Medianeira perante Deus, e não cuidamos seriamente em conciliar o seu amor por uma sólida piedade e pela reforma da nossa vida.

Colóquio

Ó meu incomparável Santo, e digníssimo Protetor, por aquele entranhável amor que tivestes à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, peço-vos queirais alcançar-me o dom de uma verdadeira devoção a tão amável Senhora. Já desde agora a elejo por minha luz e amparo na escura noite em que me considero por meus pecados. Fazei, ó meu São Luiz, que esta carinhosa Mãe e Senhora, me receba por seu filho e escravo, pois eu me proponho, com a graça de meu Deus, regular de tal modo a minha vida, que me torne grato aos seus olhos. Eu quero reverenciá-la com amor de filhos, respeitá-la como servo, e valer-me em todas as minhas dificuldades dos seus santíssimos conselhos. Vós, que tanto vos abrasastes em seu amor, dignai-vos de oferecer-lhe estas minhas sinceras resoluções, e espero, por vossa intercessão, alcançar do meu Senhor Jesus Cristo o favorável despacho das minhas súplicas para louvor sempiterno do meu Deus, glória de minha Senhora, Maria Santíssima, honra do vosso nome e salvação da minha alma. Amém.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Oitavo dia da Novena de São Luiz Gonzaga - de 12 a 20 de junho -


Amor de São Luiz para com o próximo

Considera que sendo a caridade um puro efeito da divina chama em que se abrasam as almas compassivas e generosas, por certo que no coração deste angélico jovem devia sempre reluzir e aumentar. Nunca Luiz omitiu de empregar meio algum de socorrer o próximo, acudindo-lhe por todos os modos, que estivessem ao seu alcance, em todas as necessidades, particularmente espirituais. Sendo príncipe, e ainda secular, ensinava a doutrina cristã às pessoas mais rudes, emendava-lhes os costumes e reconciliava a todos nos seus pleitos e discórdias. Depois de entrar na Companhia de Jesus, saia muitas vezes pela cidade de Roma, para instruir os pobres mendigos, levando-os consigo a confessar-se. Inexplicável era o zelo santo em que se abrasava, pela salvação das almas. Em uma das práticas que fez na cidade de Sena, foi tão copioso o fruto do seu zelo, que muitos jovens, movidos pela eficácia do seu discurso, deixaram o mundo e abraçaram o estado religioso.
Mas como verdadeiro amor nunca diz “basta”, assim a caridade de São Luiz não tinha limites, antes crescendo de dia para dia, chegou ao ponto mais heróico e sublime. No contágio universal, que grassou em Roma, obteve dos Superiores licença de assistir e servir aos feridos de peste; e com tanto esmero e zelo o fez, que os companheiros, observando o fervor de Luiz em acudir aos enfermos, em escolher os que podiam excitar mais o nojo e em servi-los nas misteres mais humildes, não só ficavam admirados, senão sumamente se envergonhavam e corriam da própria delicadeza e cautela, com que procuravam subtrair-se ao mal.
Este assíduo e laborioso exercício de caridade ocasionou-lhe o mesmo mal contagioso, que lentamente o foi consumindo até tirar-lhe a vida. Morte verdadeiramente preciosa, que com tanto prazer e consolação lhe fez exclamar naquela hora: “A minha alma exulta em gozo e alegria, porque o meu Deus derramou sobre mim as efusões da sua graça, e cedo irei gozar da sua posse.” Poderemos nós repetir o mesmo naquela hora? Não por certo. Comparemos, pois a nossa caridade com a do Santo, e trabalhemos por imitá-lo nesta singularíssima virtude; porque assim poderemos enriquecer-nos com os bens do Céu, e adquirir muitos dos infinitos merecimentos de Jesus Cristo.

Colóquio

Meu amantíssimo advogado, se é certo que a caridade, que os Santos têem na terra, cresce muito mais ainda no Céu, bem posso confiar que do Céu vos digneis de abrasar-me com a vossa caridade, reconhecendo-me por vosso servo, assim como durante a vossa vida mortal metíeis a todos no coração. Recorro, pois a vós, meu amorosíssimo Santo, cheio de confiança, para que me deis uma faísca do vosso amor para com o próximo como devo. Reformai o meu amor desordenado, e acendei em mim a chama do amor santo, que tanto ardeu no vosso; santificai a minha vida, de modo que possa ditosamente passar o tremendo instante de que há de depender a minha eternidade feliz ou desgraçada. Amém.

domingo, 17 de junho de 2012

Sétimo dia da Novena de São Luiz Gonzaga - de 12 a 20 de junho -


A vocação

Consideremos a consumada prudência de São Luiz Gonzaga relativamente à sua vocação, e a fidelidade em segui-la. Comreende a importância deste ponto, pede luz ao Senhor por muito tempo, examina com atenção e ânimo sereno todas as razões que movem seu coração para uma ou para outra parte, fixa seus olhos no Céu (fim para que todos fomos criados), consulta seu confessor, e finalmente decide, porque já sabe a vontade de Deus. Mas ao querer executá-la encontra resistência no pai: pede, suplica, roga, luta animoso e destemido durante alguns anos. Humilha-se perante Deus, ora com fervor, faz rigorosíssimas penitências; e tudo isto para poder renunciar um principado, para fugir das fagueiras esperanças de um brilhante futuro. Porém já Deus o recebe em sua Casa: entra ansioso na Companhia de Jesus. E aqui suas virtudes edificam os mais perfeitos; seu esmero e exatidão em cumprir todas as regras o fazem modelo de religiosos. Sua aplicação e progressos nos estudos surpreendem; seus adiantamentos no caminho da perfeição e sua íntima união com Deus fazem pasmar a todos...

Colóquio

Ó prudentíssimo e valorosíssimo São Luiz, que soubestes corresponder fidelíssimamente à vocação, ensinai-me o muito que vale minha alma, para que com prudência reflita perante Deus como devo conduzir-me para salvá-la. Alcançai-me da divina Bondade o conhecimento de mim mesmo, para que, resolvido a seguir minha verdadeira vocação, segundo o ditame de meus superiores, invoque a Deus na oração, a fim de poder cumprir devidamente as minhas obrigações. Esforce-me a vista de vosso admirável exemplo em todas as dificuldades que se apresentam. Pedi a Deus que eu seja constante até a morte nos exercícios de piedade, para que nunca desfaleça nem tropece no serviço do Senhor. Ouvi-me benigno, amado Protetor meu, para que, imitando-vos com a divina graça, chegue a ver meu Deus e a amá-lo perfeitamente convosco no Céu. Amém.

sábado, 16 de junho de 2012

Sexto dia da Novena de São Luiz Gonzaga - de 12 a 20 de junho -



Pureza

Consideremos a angélica pureza, que distinguiu a São Luiz Gonzaga. Sendo menino de nove anos, tinha já tão alto conceito do preço dessa jóia da castidade que, aceso em desejos de sempre a possuir, e para tributar à Virgem Puríssima um obséquio digno do amor que lhe professava, lha ofereceu com voto perpétuo, merecendo da Senhora, pelo grande afeto com que o fez, o singularíssimo privilégio de não sentir em toda a vida pensamentos, afeições nem movimentos contrários a esta angélica virtude. Mas, sem embargo de tê-la tão segura por esta graça extraordinária que o Céu lhe concedera, punha em prática quantos meios há de conservá-la bem – a guarda dos sentidos, a mortificação, a freqüência dos Santos Sacramentos e uma extrema vigilância em todos os afetos. Tal era o esmero e cautela com que guardava este tesouro inapreciável...

Colóquio

Ó angélico jovem, perfeito modelo de formosa castidade, amabilíssimo São Luiz, empenhai todo o vosso valimento para com Deus em alcançar-me esta virtude tão amável e de que tanto necessito: ensinai-me o apreço que merece. Consegui-me da infinita Misericórdia, a graça de resolver-me a por em prática todos os meios conducentes para obtê-la. Comunicai-me vosso espírito de devoção, para receber com fervor e amiúde o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, que é o Pão dos Anjos das almas virginais. Fazei que, a vosso exemplo, seja recolhido, mortificado, devoto; fazei que fuja das más companhias e ocasiões perigosas, e tenha sempre presente a Jesus Crucificado; livrai-me, enfim do geral incêndio da concupiscência que abrasa e queima o mundo. Ouvi-me, benigno e amado Protetor meu, para que imitando-vos com a divina graça, chegue a ver o meu Deus e a amá-lo perfeitamente convosco no Céu. Amém.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Quinto dia da Novena de São Luiz Gonzaga - de 12 a 20 de junho -



Oração

Consideremos como usou São Luiz do eficacíssimo meio de santificar-nos que temos todos ao nosso alcance – a oração. Desde muito pequenino, fazia a miúdo oração vocal com suma piedade, tanto que admirava a seus pais e domésticos o encontrá-lo escondido a rezar suas devoções. Na idade de doze anos, principiou a praticar a oração mental com tanto cuidado e esmero, que chegou a ter recolhimento e firmeza admiráveis.
Para conseguir este altíssimo dom, teve que fazer esforços extraordinários. Havia-se proposto ter uma hora de meditação sem distrair-se; e se padecia algum pequeno descuido, permanecia outra hora, sucedendo estar assim algumas vezes quatro ou seis horas seguidas. Teve o dom da presença de Deus em tão alto grau, que sua vida foi uma contínua oração. E como lhe viessem dores de cabeça e os superiores lhe ordenassem que não pensasse tanto em Deus, esforçou-se em obedecer; mas, como ele mesmo declarou, padecia muito mais pela violência que empregava para não pensar em Deus do que pensando nEle.

Colóquio

Devotíssimo São Luiz, cuja bendita alma, absorvida sempre em Deus, gozou nesta vida miserável as doçuras do santo amor, que são primícias da glória, por vossos esforçoes e assiduidade neste santo exercício, pelas inefáveis doçuras que nEle sentistes, por vossas lágrimas e consolações, suplico-vos com grande instância e fervor, me alcanceis este dom preciosíssimo, de que tanto necessito. Em particular ao receber os Santos Sacramentos e assistir ao Santo Sacrifício da Missa não permitais que o demônio me distraia, fazendo-me perder inestimáveis frutos. Ensinai-me a viver na presença de Deus, para que imitando-vos com a divina graça chegue a ver o meu Deus e a má-lo perfeitamente convosco no Céu. Amém.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Quarto dia da Novena de São Luiz Gonzaga - de 12 a 20 de junho -


Generosidade de São Luiz

Considera que, da profundíssima humildade de São Luiz, resultou o desprezo de si mesmo e a generosa resolução de deixar o mundo e todas as suas pompas. Nenhum dos bens da terra, nenhuma das grandezas mundanas, julgava ele digna da sua estima; compadecia-se dos ricos, que por bens tão falsos e caducos, perdem o tempo, em vez de empregá-lo nos bens eternos. Sendo príncipe secular, longe de o fascinar o esplendor da pompa, folgava de aparecer na corte com as vestes mais velhas e desprezíveis. Nos públicos espetáculos, a que devia assistir, em razão da sua nobilíssima condição, em idade florente, e à vista de objetos capazes de atrair um coração que não fosse tão desprezador do mundo como Luiz, portava-se tão superior a todos os encantos mais brilhantes, que nem os julgava dignos de empregar neles os olhos, e não sabia deitar a vista às coisas da terra, quem só no Céu tinha unicamente o pensamento. Com que prazer e alvoroço, embora príncipe e primogênito de sua casa, renunciou o principado em seu irmão menor, só a fim de dizer para sempre adeus ao mundo, e a todas as suas esperanças! Com que júbilo da alma se apressou a ocultar-se nas sombras da clausura, exclamando ao entrar no cubículo: “Eis aqui o lugar do meu descanso; aqui habitarei, porque de muito bom grado elegi”. Oh! E quão diferente é o nosso coração! Engolfado nos bens caducos e transitórios desse mundo, desprezamos os bens eternos, e apegamo-nos a uma vida, que passa como sonho.

Colóquio

Amabilíssimo jovem, e insigne advogado meu, São Luiz Gonzaga, quanto deveis sentir o ver em meu coração tão profundas raízes do amor do século, e tão pouca ou nenhuma diligência em arrancá-las, a fim de imitar-vos nesta singularíssima virtude! Vós, sendo jovem e tão rico dos bens do mundo, tudo renunciastes generoso, trocando a opulência e o fausto da vossa casa e família pela pobreza de uma roupeta, e os públicos espetáculos pelo retiro da clausura; e eu vil bichinho da terra, tanto me tenho entranhado no amor do mundo, aspirando sempre ás honras e distinções, quando para vos imitar, devia desprezar uns bens de tão momentânea, para empregar-me em conseguir outros de uma eterna duração. Que acho eu no mundo que possa em verdade satisfazer este meu pobre coração, que não encontre no meu Deus, com ventura infinita e glória perdurável! Mas sou tão miserável que nem me confundo, nem envergonho, à vista de tão heróicos exemplos, que me dais. Rogo-vos, pois ó meu especialíssimo Protetor, me acanceis daquele Senhor, que tão carinhosamente me convida para amá-lo, a graça de que tanto necessito, e que empregando o meu coração unicamente nos bens eternos, despreze para sempre os transitórios e de tal modo se dirijam os meus passos nesta vida mortal, que no dia último das recompensas consiga a feliz sorte de subir a gozar da vida eterna. Amém

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Modéstia




Usar o véu (3)

Terceiro dia da Novena de São Luiz Gonzaga - de 12 a 20 de junho -


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Terceiro dia

Humildade

Consideremos a profundíssima humildade de São Luiz Gonzaga. Sento tão inocente, tão santo e favorecido por Deus na oração, tão agraciado no natural e, no sobrenatural, não atende à sua alta posição nem às suas prendas, nem às esperanças que pudera ter, mas tão somente se reconhece pobre e miserável na presença de Deus, e se compraz em viver oculto e desconhecido dos homens. Alegra-se quando tem ocasião de parecer pobre, ignorante e desprezível; não manifesta sua inocência, se o culpam injustamente. Teve por grande dita o poder renunciar um principado, e, na Religião, seu anelo foi sempre de poder exercitar as ocupações mais baixas da casa, de obedecer a todos e de pedir esmola publicamente como mendigo. Sua obediência, sua mansidão e modéstia parece que não podiam aperfeiçoar-se mais: em seu conceito, todos os seus companheiros e inferiores mereciam preferência. As ordens, avisos e conselhos que recebia de seus superiores, tinha-os como preceitos e mandatos de Deus, a que se submetia com o maior prazer.

Colóquio

Ó humildíssimo São Luiz, que cimentastes o alto edifício de vossa perfeição e santidade admirável de vossos costumes angélicos sobre a solidez de rocha inquebrantável, qual é a humildade cristã, eu vos louvo pelo grande e generoso desprezo que tivestes de vós mesmo e de todas as honras e prazeres do mundo. Quanta glória recebeis por aquelas humilhações! Quão exaltado e reverenciado vos contemplo no Céu e na terra, em razão do que desprezastes e aborrecestes por amor de Jesus Cristo! Alcançai-me de Deus conhecimento de minha baixeza e pequenez, de minhas misérias e pecados, para que aprenda a desprezar-me e aborrecer-me como mereço. Pedi esforço para meu coração, com que abrace a mansidão, a obediência a meus superiores e a justa mortificação de que hei mister, a fim de que vos siga na penitência e humildade, já que por meus pecados vos não posso imitar na inocência. Ouvi-me benigno, amado Protetor meu, para que, imitando-vos com a divina graça, chegue a ver a meu Deus e a amá-lo perfeitamente convosco no Céu. Amém.

Dom Bergonzini, o Dom da Vida (1936-2012)


Por  

É com grande tristeza que comunicamos o falecimento de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos, na manhã desta quarta-feira (13). Dom Luiz estava internato no Hospital Stella Maris onde apresentava um quadro de pneumonia, que evoluiu para embolia pulmonar.
É com enorme pesar que nos despedimos de um homem que sempre lutou pelo Respeito à Vida, que não tinha medo de dedicar-se a proclamar o Evangelho. que possamos seguir com fé os tantos exemplos que nos deixou, até mesmo nos momentos mais difíceis, como ele mesmo escreveu em na última postagem de seu blog:
“Desde pequeno, quando entrei no seminário, estou segurando nas mãos de Deus, para que Ele me conduza para onde quiser, que eu aceito tudo e só tenho a agradecer. Se Ele determinar que eu continue por aqui, todos nós daremos as mãos e seguraremos nas mãos de Deus para, juntos, combatermos as iniquidades e propagarmos o Evangelho por todos os telhados, através dos nossos blogs, da internet, do facebook e por todos os meios existentes.”
Obrigado Dom Luiz por tudo que fez por nossa diocese.
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As informações sobre os funerais:
13.06 -  às 19h30 – Missa de Corpo presente na Catedral Nossa Senhora Imaculada Conceição
14.06 – às 10h – Missa seguida do sepultamento na própria Catedral Nossa Senhora Imaculada Conceição
Endereço:  Praça Tereza Cristina. nº 01, Centro, Guarulhos
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Caríssimos, eu sugiro luto oficial na blogosfera pró-vida e católica. Perdemos um grande bispo e ganhamos, sem dúvidas, um grande intercessor. Os planos de Deus são perfeitos.
Rezemos todos.
Descanse em paz, querido amigo, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, o Dom da Vida!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Segundo dia da Novena de São Luiz Gonzaga - de 12 a 20 de junho -



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Segundo dia

Penitência

Consideremos a admirável penitência de São Luiz Gonzaga. Havendo conservado sempre a inocência batismal, fez tanta penitência pelas faltas levíssimas que cometera sendo de quatro ou cinco anos de idade, que causou e causará sempre admiração aos mais perfeitos. Julgava-se o maior pecador do mundo, desprezava-se e se aborrecia como tal. Cheio de amor de Deus, em que se abrasava seu coração, tanto aborreceu tudo o que lhe parecia ofensa do Senhor, que ao confessar-se, em Florença, caiu desmaiado aos pés do confessor, sem poder continuar em todo esse dia a sua confissão. Porém, não contente em derramar fervorosas lágrimas durante toda a sua vida, macerou seu corpo inocente com incríveis penitências. Jejuns rigorosos e continuados, disciplina de sangue, cilícios e toda a espécie de mortificações; - eis o que desejava praticar sempre, tanto no mundo, como na Religião. Assim se assemelhava ao inocente e pacientíssimo Jesus, em quem e por quem vivia. Assim argúe e repreende hoje nossa moleza, nossa criminosa condescendência com os sentidos.

Colóquio

Ó admirável penitente, inocentíssimo jovem São Luiz, eu vos louvo e bendigo, ao tributar-vos dignos afetos de admiração por vossa singularíssima penitencia. Alcançai-me de Deus uma grande dor de meus gravíssimos e inumeráveis pecados, que me mortifique sequer em coisas pequenas, e que padeça, com resignação, ao menos para cumprir perfeitamente com as obrigações de meu estado; fazei que meu coração arrependido e contrito se disponha sempre para receber com fruto o Santo Sacramento da Penitência. Comunicai-me parte desse divino amor tão ardente que sempre abrasou vosso coração, para que, purificado o meu de todo o afeto a culpa, se dirija só a agradar a Deus. Ouvi-me benigno, amado Protetor meu, para que, imitando-vos com a divina graça, chegue a ver o meu Deus e amá-lo perfeitamente convosco no Céu. Amém.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Primeiro dia da Novena de São Luiz Gonzaga Protetor da juventude cristã - de 12 a 20 de junho -




Veni, Sancte Spiritus, reple tuorum corda fidelium, est tui amoris in eis ignem accend.
V. Emitte Spiritum tuum, et creabuntur;
R. Et renovabis faciem terrae.
Oremus
Deus qui corda fidelium Sancti Spiritus illustratione docuisti, da nobis in eodem Spiritu recta saperem et de ejus semper consolatione gaudere. Per Christum Dominum nostrum. Amem.

Oração preparatória
Para todos os dias
Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador, Pai e Redentor meu, prostrado humildemente ante vossa divina Majestade, vos suplico me deis graça para fazer com fruto este santo exercício. Infundi em meu coração o espírito de piedade, com que, arrependido de meus graves pecados, vos dê graças pelos infinitos benefícios que de Vós me vêem continuamente; e em especial por me haverdes dado por Protetor o angélico jovem São Luiz Gonzaga, modelo insigne de santidade e perfeito exemplar de todas as virtudes. Apodere-se de mim vosso divino Espírito, para que meditando atentamente as heróicas virtudes de meu glorioso Advogado, louve vossa Bondade nas copiosas e extraordinárias graças que lhe concedestes, e em seus generosos esforços, para lhes corresponder. Abrandai com vossa graça meu coração endurecido, para que, estimulado eficazmente pelo admirável exemplo do zeloso Protetor da juventude cristã, aprenda o muito que vale minha alma e, desprezando o mundo e tudo o que lhe pertence, busque só a Vós, Bondade Infinita, para gozar-vos eternamente no Céu.

Primeiro dia
Inocência de Luiz
    Consideremos a singular inocência de São Luiz Gonzaga durante toda a sua vida. Por admirável providência de Deus, foi regenerado em Jesus Cristo antes que viesse à luz, e mereceu viver para o Céu antes de nascer ao mundo. Foi tão prevenida sua bendita alma pela graça do Salvador que, segundo ele mesmo declarou, tinha por certo que amou a Deus de todo o coração desde o instante em que sua razão e inteligência puderam conhecê-lo. Desde esse momento, ardeu sempre em seu peito a chama do mais puro amor. Cada dia se aumentava nele o recolhimento, a devoção e a união com Deus. De modo que passou, não só a meninice, mas toda a vida sem cometer algum pecado grave, - apenas algumas imperfeições -; e tão grande santidade, conservou-a entre os perigos do mundo e nos palácios e cortes dos Reis; e o que mais a aumentou de dia para dia em tal grau que, como foi revelado a Santa Maria Magdalena de Pazzi, foi mártir do ardentíssimo amor de Deus, em que sua alma inocente se abrasava.

Colóquio
    Inocentíssimo e glorioso São Luiz, eu louvo a Santíssima Trindade pelas singulares graças e dons com que vos enriqueceu, para subirdes a tão alto grau de perfeição e santidade, e admiro vossa solicitude em conservar a preciosa vestidura da divina graça e a firmíssima resolução com que tão cedo vos consagrastes a Deus. Peço-vos humildemente me alcanceis luz para conhecer o apreço que devo fazer da graça santificante, horror sumo ao pecado e ao perigo de cometê-lo, e vigilância contínua sobre os afetos de meu coração, para que nunca se dirijam senão a Deus e às coisas de seu serviço. Ouvi-me, benigno Protetor meu, para que, imitando-vos com a divina graça, chegue a ver a meu Deus e a amá-lo perfeitamente convosco no Céu. Amém
    Rezem-se três Pai Nossos às três divinas Pessoas da Santíssima Trindade; e três Ave Marias à Santíssima Virgem, pelas singularíssimas graças concedidas a São Luiz Gonzaga; e depois, peça cada um a graça especial que deseja obter.

Oração Final
Para todos os dias
    Gloriosíssimo São Luiz Gonzaga, eu vos encomendo a castidade da minha alma e do meu corpo, para que vos digneis consagrar-me inteiramente ao Cordeiro Imaculado, Cristo Jesus, e à sua Mãe Puríssima Maria Santíssima, afim de que viva sempre limpo de todo o pecado de impureza. Acendei em meu coração a chama vivificante do amor de Deus e do próximo. Alcançai-me que, humilde e mortificado, viva só para Deus e para salvar minha alma. Abençoai minhas resoluções, fortalecei meu coração, para que sempre minha oração seja fervorosa, assídua e perseverante, com que me assemelhe a vós, e em tudo me mostre vosso verdadeiro devoto.
    E vós, Imaculada Mãe de Deus e Mãe nossa, Maria Santíssima, que tanto amastes e favorecestes a vosso predileto filho São Luiz, ajudai-nos com vossa poderosíssima proteção, não porque nós a mereçamos, mas pelos merecimentos e intercessão de nosso glorioso Protetor, Socorrei a vossos filhos que, em união com aquele puríssimo e angélico jovem, acodem a vós, para que, mostrando-nos agradecidos a tantas graças que nos dispensais, mereçamos ser sempre vossos fidelíssimos devotos, afim de vos ver e gozar no Céu. Amém.